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  • Paulo Prada

Saúde: Como ter mais energia?

Esta semana, minha mulher (Dra. Luciana Sampaio) e eu estamos terminando o piloto de uma mentoria ao vivo chamada "Saúde de Alta Performance". O objetivo dessa mentoria é ajudar as pessoas a resgatarem sua saúde para viverem sem dores, sem medicamentos desnecessários e com mais energia, vitalidade, entusiasmo e desfrutarem de uma longevidade saudável.


As pessoas que estão participando desse piloto foram escolhidas a dedo e é um grupo fantástico. Sentimos muita gratidão pela confiança que depositaram em nós e por terem se disponibilizado durante essas 5 semanas, relevando algumas mudanças de última hora e o tempo que levamos para responder algumas perguntas e demandas que foram aparecendo.


Um dos pilares de uma vida saudável é a alimentação saudável, e nos preparado extensivamente para essa mentoria para ajudar a sanar a grande confusão que há sobre o que é comer saudavelmente. As várias linhas de dietas, o modismo, as mudanças recorrentes que saem "nas pesquisas"e, francamente, ao lobby das industrias farmacêuticas e alimentícias que lucram muito empurrando seus produtos para o consumidor menos informado, contribuem para essa confusão. No decorrer de uma semana, qualquer um pode achar vários artigos sobre dieta e saúde que chegam a conclusões opostas, além disso, temos visto ao longo dos anos como o que se acredita ser um fato estabelecido na nutrição é posteriormente questionado ou revertido. Parece que a cada duas semanas um novo estudo vem questionando a sabedoria de longa data sobre alimentação e nutrição. Primeiro gordura foi difamada; agora é considerado parte de uma dieta saudável. Os ovos costumavam ser proibidos para pessoas com problemas cardíacos devido à alta quantidade de colesterol, mas esse não é mais o caso.


Queríamos abordar as causas dessa confusão e os desafios enfrentados pela pesquisa em nutrição, e durante nossa preparação, lendo vários livros, pesquisas, estudando e fazendo cursos, me deparei com uma entrevista ao especialista em nutrição Dr. David Ludwig, e gostaria de compartilhar abaixo algumas curiosidades e recomendações importantes




"A pesquisa sobre dietas é profundamente falha"

Aqui está o que você deve saber para comer saudável


O Dr. David Ludwig é professor de nutrição na Harvard School of Public Health e autor do best - seller Always Hungry? ( ainda sem tradução para o Português), um livro que explora os fatores alimentares da fome, obesidade e doenças metabólicas. Em um novo artigo do “Viewpoint” publicado em agosto no Journal of American Medical Association ( JAMA ), Ludwig e seus co-autores explicam os problemas com as abordagens atuais da pesquisa sobre as dietas e por que isso leva a tanta confusão nutricional.


Na entrevista, o Dr. David Ludwig comenta as falácias das pesquisas sobre os diferentes tipos de dietas e faz comparações com as pesquisas feitas pelas industrias farmacêuticas. Entre outros, alguns desafios na pesquisa de diferentes dietas incluem:

  • Um financiamento extremamente baixo e dependente de doações filantrópicas e da industria alimentícia, que muitas vezes não tem o interesse do consumidor em primeiro lugar;

  • Mesmo que a nutrição seja menos bem financiada, é mais complicado.Mudar a dieta de uma pessoa é muito mais difícil do que tomar uma pílula ou um placebo, e é praticamente impossível fazer um estudo em dupla ocultação com alimentos. A dieta é pessoal, envolvendo comportamentos profundamente arraigados relacionados à família, comunidade, cultura, prazer e até valores;

  • Na maioria dos ensaios clínicos, as pessoas são instruídas a seguir uma dieta ou outra e recebem um apoio muito modesto - talvez uma reunião com um nutricionista uma ou duas vezes por mês. Espera-se que eles façam essa grande mudança por conta própria;

  • As pessoas podem fazer alterações por alguns meses, mas, sem o apoio adequado, recorrem às suas formas habituais de comer. Por esse motivo, geralmente observamos perda de peso a curto prazo em testes de obesidade, seguida de recuperação de peso após alguns meses

  • O desafio de acompanhar mudanças significativas na dieta a longo prazo e a incapacidade de medir com precisão essas mudanças criam enormes incertezas;


Então, sobre como comer de forma saudável, o Dr. Ludwig diz:


"Defendo uma dieta de "baixa carga glicêmica" - que controla o aumento da glicose no sangue e insulina após a refeição. A maneira de conseguir isso é reduzir os carboidratos processados ​​(grãos refinados, produtos à base de batata e açúcar); aumento de gorduras saudáveis, como nozes e manteigas, abacate, azeite e até chocolate escuro; e ter uma quantidade adequada de proteína, que pode vir de fontes animais ou vegetais. Essa abordagem envolve uma redução moderada no total de carboidratos, mas ainda oferece muita flexibilidade na escolha dos alimentos. Para pessoas com diabetes, a restrição mais severa de carboidratos pode ter benefícios adicionais."


Nós aqui em casa adotamos essa prática há alguns anos e sentimos rapidamente muitos benefícios, mas é claro que nem todos os pesquisadores ou médicos concordam com esta recomendação, e é por isso que precisamos aprimorar e continuar com as pesquisas. Apesar disso todos os médicos concordam que o modo padrão - depender da indústria farmacêutica para criar medicamentos cada vez mais poderosos para tratar doenças causadas pela dieta - não faz sentido.




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